terça-feira, 17 de maio de 2011

O que é a síndrome de Down?

 Histórico
Em 1866 John Langdon Down, médico inglês descreveu as características da síndrome, que acabou sendo batizada com o seu nome. Em 1959, Jerôme Lejeune descobriu que a causa da Síndrome de Down era genética, pois até então a literatura relatava apenas as características que a indicavam.
Alteração Genética
A síndrome de Down é um acidente genético, que ocorre ao acaso durante a divisão celular do embrião. Na célula normal da espécie humana existem 46 cromossomos divididos em 23 pares. O indivíduo com síndrome de Down possui 47 cromossomos, sendo o cromossomo extra ligado ao par 21. Esta alteração genética pode se apresentar de 3 formas:
Trissomia 21 padrão
•Cariótipo: 47XX ou 47XY (+21) 
•Indivíduo apresenta 47 cromossomos em todas as suas células, tendo no par 21 três cromossomos. Ocorre em aproximadamente 95% dos casos.

Trissomia por translocação
•Cariótipo: 46XX (t 14;21) ou 46XY (t 14;21) 
•O indivíduo apresenta 46 cromossomos e o cromossomo 21 extra está aderido a um outro par, em geral o 14. Ocorre em aproximadamente 3% dos casos. 

Mosaico
•Cariótipo: 46XX/47XX ou 46XY/47XY (+21) 
•O indivíduo aprsenta uma mistura de células normais (46 cromossomos) e células trissômicas (47 cromossomos). Ocorre em aproximadamente 2% dos casos.

Diagnóstico
 O diagnóstico, em geral, é feito pelo pediatra ou médico que recebe a criança logo após o parto, considerando as características fenotípicas peculiares à Síndrome. A confirmação é dada pelo exame do cariótipo (análise citogenética).
A forma genética da trissomia não tem valor no prognóstico, nem determina o aspecto físico mais ou menos pronunciado, nem uma maior ou menor eficiência intelectual. É importante ter claro que não existem graus de Síndrome de Down e que as diferenças de desenvolvimento decorrem das características individuais (herança genética, educação, meio ambiente etc.)O interesse em reconhecer e diferenciar o erro cromossômico, responsável pelo nascimento do bebê é preventivo. Ele permite saber se o acidente pode ocorrer em outra gestação ou se ele pode ou não ocorrer em familiares, irmãos ou irmãs da criança.
As características fenotípicas mais comuns são: hipotonia muscular generalizada; fenda palpebral oblíqua; prega palmar transversa única; face achatada; ponte deprimida; orelhas com baixa implantação; entre outras.
Também podem ser realizadas técnicas de diagnóstico pré-natal:
 Amostra de Vilocorial: Realizada entre a 8a e 11a semana de gravidez. Consiste na retirada de amostra do vilocorial, um pedaço de tecido placentário obtido por via vaginal ou através do abdômen. As vantagens deste procedimento sobre a amniocentese são de que há possibilidade de realização mais cedo e os estudos cromossômicos permitem resultados mais rápidos. Os riscos de aborto são maiores do que na amniocentese.
Amniocentese: Realizada entre a 14ª e 16ª semana de gravidez. Consiste na coleta do líquido amniótico através da aspiração por meio de uma agulha inserida na parede abdominal até o útero. Este líquido vai ser então utilizado para uma análise cromossômica. O resultado demora de 2 a 4 semanas. Atualmente os riscos de aborto ou dano ao feto são pequenos.
 Ultra-Sonografia: Este exame permite levantar a suspeita da Síndrome de Down através de alguns achados ultra-sonográficos: membros curtos (principalmente encurtamento do fêmur), braquicefalia, pescoço curto e largo, ponte nasal deprimida, dedos largos, prega simiesca, hipoplasia da segunda falange do 50 dígito, espaço aumentado entre o hálux e os demais artelhos, cardiopatia e atresia duodenal. Este conjunto de sinais sugere a presença da Síndrome de Down no feto. Neste caso, o médico pode orientar a gestante a submeter-se a outros exames para confirmação do diagnóstico.
Dosagem de alfafetoproteína materna: Consiste na triagem de alfafetoproteína no sangue de mulheres grávidas. Tem-se verificado que níveis baixos de alfafetoproteína estão relacionados às desordens cromossômicas, em particular com a Síndrome de Down. Observação: Quando os resultados destas últimas duas técnicas indicarem alterações, outros exames deverão ser realizados.
Aconselhamento genético: Sem dúvida o aconselhamento genético antes do estabelecimento de uma gravidez é a prática preventiva mais satisfatória. O médico deve considerar todos os fatores que poderiam aumentar a probabilidade que o casal tem de gerar um filho com Síndrome de Down, tais como: idade dos pais, ocorrência de outros casos na família, alterações cromossômicas nos pais etc. Os pais devem ser esclarecidos sobre estas probabilidades para poderem realizar conscientemente o planejamento familiar.
Incidência
A probabilidade de um indivíduo ter Síndrome de Down é de 1:600 nascidos vivos. O nascimento de uma criança com Síndrome de Down é mais freqüente conforme aumenta a idade materna. Porém, qualquer pessoa está sujeita a ter um filho com esta Síndrome que ocorre ao acaso, sem distinção de raça ou sexo.

Doenças cardiovasculares são maior inimigo das mulheres, dizem médicos.

De cada dez, seis morrem de infarto, principalmente depois da menopausa.

E a maioria não tem consciência disso, pois concentra toda a preocupação em exames ginecológicos, como os de mama e do colo do útero.
  As doenças cardiovasculares matam seis vezes mais que o câncer de mama, por exemplo. E as brasileiras são líderes das Américas em acidente vascular cerebral (AVC): têm três vezes mais o problema que as americanas e canadenses.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cirurgia Buco Maxilo Facial- Especialidade que trata de doenças da boca.

O que o Buco Maxilo Facial realiza ?
Esta especialidade realiza tratamentos como: enxertos ósseos, transplantes e reimplantes de dentes, dentes inclusos biópsias, cirurgias com finalidade protética, cirurgias com finalidade ortodôntica,cirurgias ortognáticas  e tratamento cirúrgico de cistos, afecções radiculares e periradiculares, doenças das glândulas salivares, doenças da articulação têmporo-mandibular, lesões de origem traumática na área buco-maxilo-facial, malformações congênitas ou adquiridas dos maxi-lares e da mandíbula e os tumores da região oral e maxilo-facial.
O tratamento Buco Maxilo Facial estuda o crescimento da mandíbula e do maxila: Micrognatismo ou Retrognatismo e o Prognatismo. O objetivo é corrigir as deformidades dento-faciais, resultantes de algum tipo de disfunção na articulação das arcadas dentárias (superior e inferior) e ossos da face em relação à base do crânio.

Quais as consequências?
Essa disfunção na engrenagem bucal resulta em imperfeições na aparência estética e pode comprometer o funcionamento anatômico da boca e consequentemente afetando a mastigação e a fala.
Um dos problemas mais comum causado por essas disfunções é a ATM. Estalo no canto da boca próximo a orelha, normalmente acompanhado de dor de cabeça, face, pescoço, olhos e dentes. A ausência de dor não é sinal de normalidade. ATM é a abreviatura de “Articulação Temporo Mandibular”.


terça-feira, 10 de maio de 2011

RUBÉOLA


O que é?
Doença infecciosa causada por vírus (classificado como um togavirus do gênero Rubivirus), que acomete crianças e adultos, embora esteja entre as que os médicos comumente denominam como próprias da infância. Trata-se de doença comumente benigna que cursa com febre, “rash” (manchas tipo “urticária” na pele) que dura aproximadamente 3 dias e aumento de gânglios linfáticos (linfonodomegalias para os médicos e ínguas para os leigos) embora possa apresentar-se de forma “subclínica” (quando o paciente praticamente não sente nada). Pode tornar-se potencialmente grave quando acomete mulheres grávidas, pois pode causar mal-formações no feto, sobretudo quando contamina gestantes no primeiro trimestre. Raramente pode ser causa de inflamação em articulações (artrite) em adultos. Outra designação que os médicos comumente usam para doenças virais que causam manchas na pele como a rubéola é de viroses exantemáticas (que causam exantema que é a expressão médica para designar as manchas da pele).
Como se adquire?
Através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas que contém o vírus ou via sangüínea, no caso do feto, a partir da mãe grávida. Os períodos mais “contaminantes” ocorrem desde 10 dias antes do “rash” até 15 dias após o seu surgimento. Crianças nascidas com rubéola, por contágio da mãe grávida (rubéola congênita) podem permanecer fonte de contágio por muitos meses.
Como se trata?
Não há tratamento específico antiviral. Poucos pacientes demandam tratamentos sintomáticos, em geral analgésicos comuns controlam as dores articulares e musculares ou febre.
Como se previne?
Para diminuir a circulação do vírus da rubéola, a vacinação é muito importante, a qual é recomendada de rotina aos 15 meses de idade (vacina MMR) e para todos os adultos que ainda não tiveram contato com a doença (vacinação de bloqueio). Gestantes não podem ser vacinadas e as mulheres vacinadas devem evitar a gestação até o mês seguinte à vacinação. Isolamento: todas as crianças e adultos devem ficar afastados de outras pessoas durante o período da doença.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Doença periodontal

 As doenças periodontais, cujo fator etiológico primário é o biofilme dental (comunidades de bactérias presentes na cavidade bucal), é uma das grandes responsáveis pela perda de dentes em adultos e pode também provocar alterações gengivais como a gengivite em praticamente toda a população onde a higiene oral não está adequada. As doenças periodontais são consideradas infecções nas estruturas de suporte dos dentes (osso, ligamento periodontal e gengiva) causadas por bactérias presentes na placa. As alterações mais freqüentes em termos de doença são: gengivite (inflamação na gengiva) e periodontite (perda de suporte ósseo dos dentes).
GENGIVITE:
Denomina-se gengivite a inflamação da gengiva que contorna os dentes. Afetam adultos e crianças atingindo grande parte da população.
As características clínicas principais são sangramento da margem gengival ao escovar os dentes ou espontaneamente, vermelhidão, edema e mudança de textura (flacidez) da gengiva. A causa principal é o acúmulo demasiado de bactérias (placa) entre a gengiva e o dente. A gengivite causa desconforto, sangramento e mau hálito.
Se a gengivite persistir por longos períodos, meses ou anos, poderá evoluir para uma periodontite que tem como principal dano a perda de suporte dos dentes, podendo evoluir até a perda dos dentes.
Para evitar a gengivite preconiza-se a correta escovação dos dentes e gengivas e uso do fio dental ou escovas interdentais pelo menos uma vez ao dia. 
PERIODONTITE:
A periodontite é uma doença que leva a perda gradual dos tecidos de suporte do dente: osso, ligamento periodontal e cemento.
A causa principal assim como na gengivite é o acúmulo de placa entre a gengiva e o dente. Porém a diferença está na resposta imunológica (defesa) que varia de indivíduo para indivíduo. As pessoas que tem uma alteração nas defesas para menor, herdadas geneticamente ou por algum comprometimento de saúde ou comportamental, são mais suscetíveis à periodontite. 
A enfermidade ocorre mais freqüentemente em indivíduos adultos acima de 35 anos. Pode também, com menor freqüência, atingir pessoas jovens ou até mesmo crianças.  

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Odontologia legal.

Odontologia Legal é a especialidade que tem como objetivo a pesquisa de fenômenos psíquicos, físicos, químicos e biológicos que podem atingir ou ter atingido o homem, vivo, morto ou ossada, e mesmo fragmentos ou vestígios, resultando lesões parciais ou totais reversíveis ou irreversíveis.

O campo de atuação da odontologia legal engloba diferentes tipos de atividades periciais. No que se refere à identificação, os dentes e os arcos dentários podem fornecer, em certas circunstâncias, subsídios de real valor para a resolução de problemas médico-legais e criminológicos constituindo-se, por vezes, os únicos elementos com que o perito pode contar.


A Odontologia Legal exerce atualmente, importância fundamental na identificação de vítimas em desastres aéreos, por exemplo, devido às vantagens que o estudo dos elementos dentários apresenta em relação às demais técnicas de determinação da identidade.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Saúde Bucal: Dúvidas mais freqüentes

1- Qual escova de dente devo utilizar?

A escova deve ter cabeça pequena, proporcional ao tamanho dos dentes, e arredondada, cabo reto, ou com pequena angulação, e cerdas da mesma altura, macias e arredondadas. A escova deve ser trocada assim que suas cerdas perderem o paralelismo, em média a cada 30-45 dias. Após a escovação, lave a escova e guarde em lugar limpo e arejado, lembre-se de guardar a escova seca e dentro de uma capa protetora.

2- Quando usar a primeira escova?

Devemos nos preocupar com a higiene bucal desde o nascimento do bebê, realizando diariamente a limpeza da gengiva com uma gaze embebida em água filtrada. Com o surgimento dos primeiros dentes, a higiene deve ser realizada com escovas macias, específicas para estas idades.

3- O que devo usar, fio dentário ou fita?

Está muito relacionado à adaptação em cada caso, o conselho é utilizar os dois para verificar qual o paciente se adapta melhor, e assim optar pelo fio ou fita. Porém o importante é utilizar sempre durante a higiene bucal, devemos realizar movimentos de vai e vem entre todos os dentes.

4- Quantas vezes devo escovar os dentes por dia?

No mínimo três escovações, depois das principais refeições: café da manhã, almoço e jantar. O ideal é escovar os dentes após a ingestão de qualquer alimento, principalmente os açucarados e pegajosos.

5- Em média quanto tempo preciso para escovar os dentes?

Devemos nos preocupar com a qualidade da escovação, nunca esquecendo também de utilizar o fio ou fita. É preciso pelo menos cinco minutos. Um cuidado especial para a última escovação à noite, porque a salivação e os movimentos da língua diminuem durante o sono e interrompem o processo de autolimpeza da boca, deixando os dentes mais suscetíveis à cárie.

6- O que é a escova interdental e o passa fio?

As escovas interdentais, de formato cônico ou cilíndrico, são complementares para uma escovação adequada, o passa fio ajuda a levar o fio dentário em regiões de difícil acesso, como exemplo em pacientes que utilizam aparelhos fixos. Ambos são indicados para fazer a remoção da placa bacteriana nas áreas de difícil acesso, a escova interdental está indicada para região de terceiros molares, aparelhos ortodônticos, no espaço entre os dentes, para próteses sobre implantes e sob as próteses fixas.

7- Vale a pena usar escovas elétricas?

As escovas elétricas são indicadas para pessoas que têm algum tipo de dificuldade motora para usar a escova comum. Estas escovas não apresentam vantagens em relação à escova tradicional.

8- Devo escovar a língua?

A língua também retém bactérias, portanto é necessário que seja escovada. Devemos escovar com movimentos suaves, com delicadeza, com a própria escova. Existem limpadores de língua, que se necessário serão indicados pelo seu Dentista.

9- Que pasta devo utilizar?

A pasta é um auxiliar da escova e do fio dentário, existem muitos tipos de pasta, cada uma com sua indicação, que será recomendada pelo seu Dentista. Pessoas que apresentam a boca livre de doenças podem utilizar uma pasta tradicional e com flúor. Cuidados com a utilização de pastas com muito flúor para crianças de baixa idade existem pastas específicas para cada faixa de idade, cuidados também com as pastas que levam medicamentos em suas fórmulas, elas são indicadas para um determinado tratamento e durante um certo tempo. E lembre-se, devemos colocar pouca pasta na escova, em média um terço da área das cerdas.

10- Com que freqüência se deve ir ao dentista?

Escutamos a tradicional recomendação a cada seis meses, mas não há comprovação científica que confirme este intervalo. O retorno depende do risco de cada paciente em desenvolver as doenças bucais. O retorno varia, existem pacientes que retornam a cada 15 dias, uma vez ao mês, a cada três meses, seis meses, etc, é preciso avaliar individualmente a necessidade e o intervalo ideal, sendo que com a melhora das doenças bucais e com a colaboração do paciente, mantendo sua higiene, este intervalo tende a ser mais espaçado.

11- Posso utilizar bochecho, anti-sépticos bucais?

Lembre-se, a escovação ideal é realizada com a escova, o fio dentário e o creme dental como auxiliar. O bochecho, os anti-sépticos devem ser utilizados com muito cuidado, devem ser indicados pelo seu Dentista. Cada solução foi desenvolvida para auxiliar um determinado tratamento. Estes anti-sépticos devem ser indicados pelo profissional que irá orientar a freqüência de utilização e o tempo do tratamento, pois utilizado sem cuidados os componentes da fórmula podem provocar irritações, alterar a flora bacteriana normal e gerar desconfortos desnecessários. O bochecho é contra indicado para menores de seis anos de idade.

12- E a alimentação?

Chamamos os alimentos que “colaboram” com a cárie de alimentos cariogênicos, alimentos como chocolates, balas, bolachas, bebidas adoçadas, etc, porém eles não devem ser proibidos, devemos nos preocupar com a freqüência de ingestão, que deve ser menor em relação a estes alimentos e com a escovação após a alimentação.
Segundo recomendações da Organização Mundial da Saúde a dieta alimentar deve ser balanceada, reduzindo os alimentos compostos por açucares entre as refeições (conhecido, no meio odontológico, como "convívio inteligente com o açúcar").
Os alimentos que não estão relacionados com a cárie são os duros e fibrosos, como verduras, legumes e frutas. Eles estimulam a mastigação, o desenvolvimento e aumentam o fluxo salivar.

13- A água ajuda a prevenir a cárie?

Sim, a água de abastecimento público possui flúor, que irá fortalecer os dentes, deixando menos suscetível a cárie, muitas pesquisas mostram que cidades onde a água é fluoretada apresentam índices de cárie em média 50% menores.

14- O que é fluorose?

Em altas doses, o flúor pode provocar uma alteração no esmalte do dente, um manchamento. Esta alteração está relacionada ao excesso de flúor durante a formação do esmalte dental, porém desde que bem administrado o flúor só trará benefícios ao dente. Uma das principais causas está relacionada à ingestão de cremes dentais fluoretados por crianças, por este motivo as pastas devem ser indicadas pelo seu dentista, crianças de baixa idade devem utilizar cremes dentais com menor quantidade de flúor, e a escovação deve ser supervisionada pelos pais.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

MITOS E VERDADES SOBRE ODONTOLOGIA !

1 - Tomar muito antibiótico deixa os dentes fracos ?Mito. Os dentes são envolvidos por uma camada denominada esmalte dentário, que é considerado a estrutura mais mineralizadas do organismo. Se o antibiótico tivesse a capacidade de destruição tão intensa, provavelmente este mesmo antibiótico destruiria facilmente outros tecidos, que nem são mineralizados, como por exemplo, esôfago, estômago etc. O que pode ocorrer, é que a pessoa que faz uso de antibiótico, encontra-se doente, e portanto, preocupada com outros assuntos da sua vida, deixando para segundo plano, cuidados com a própria higiene oral. Agravando este aspecto há o fato de que muitos antibióticos, por terem em sua composição açúcares, favorecem a proliferação da bactéria causadora da Doença Cárie.
2 - O fio-dental deve ser evitado pois causa muito sangramento na gengiva?Mito. Vamos fazer uma analogia a uma outra situação...o que acorreria com sua pele, se a mesma sofresse um corte ? A região em volta da sua pele ficaria vermelha, inchada, ou seja inflamada. Por que isto ocorre ? porque o sangue possui células de defesa e na presença de um corte na pele, aumenta a quantidade sanguínea nesta região, como um mecanismo de defesa do organismo. Esta mesma situação ocorre na boca, portanto sangramento gengival significa que há um processo inflamatório na gengiva (gengivite), na tentativa, em vão,de eliminar as bactérias que não foram eliminadas com uso de escova-de-dente e fio-dental. Portanto, se ao utilizar o fio-dental houver a presença de sangramento, há 100% de chance, da pessoa não estar utilizando fio-dental com frequência, pois se utilizasse diariamente o fio-dental, não haveria sangramento. Além do mais, nenhuma indústria seria capaz de criar um produto que fosse tão amplamente empregado e defendido na área odontológica e que tivesse capacidade tão destrutiva para o tecido gengival !

3 - Doença cárie é uma doença infecto-contagiosa ?Verdade. A doença cárie é causada pela bactéria Streptococcus mutans. Um fato que consideramos como exemplo, é que podemos avaliar pela mãe a predisposição do filho em desenvolver Doença Cárie. Se uma mãe tiver muitas lesões cariosas, provavelmente o filho da mesma terá tal quadro. Isto ocorre, devido a um contato íntimo entre mãe e filho, através do beijo, talheres etc.
4 - Existe tratamento de canal em dente-de-leite ?Verdade. O dente-de-leite é como qualquer outro dente, portanto, se houver uma lesão cariosa extensa, capaz de atingir a região pulpar de dente-de-leite, o tratamento de canal é indicado. E neste caso, o tratamento de canal paraliza o processo infeccioso, processo que pode comprometer o desenvolvimento e erupção dos dentes permanentes que virão.
5 - Chiclete faz mal para os dentes ?Mito e Verdade. Se o chiclete tiver açúcar em sua composição, realmente é prejudicial, pois o açucar é o combustível para bactéria causadora da Doença Cárie. Entretanto, se for chiclete com adoçante, há mal nenhum, muito pelo contrário trará benefícios, devido a 2 aspectos. O primeiro aspecto, é que a bactéria causadora da Cárie será "enganada" pelo adoçante, a bactéria usará o xilitol para obtenção energia, mas não conseguirá nada, pois xilitol não é açúcar e a bactéria morrerá. O segundo aspecto é que o chiclete com adoçante estimula a salivação e a salivação bloqueia a acidez produzida pelas bactéria (acidez que leva a desmineralização dos dentes).

Amamentação e Odontologia – Tudo a Ver

A amamentação tem sido incentivada por ser o leite materno não só o alimento mais completo e digestivo para crianças de até um ano de idade, como também por ter ação imunizante, protegendo-as de diversas doenças. Crianças aleitadas ao peito têm melhor desenvolvimento mental e maior equilíbrio emocional. A amamentação é gratificante para a mãe e interfere beneficamente na saúde da mulher, por exemplo, diminuindo a probabilidade de câncer de mama, ajudando na involução do útero e na depressão pós-parto. Hoje, diz-se que o leite materno é ecologicamente correto, pois não consome recursos naturais em sua produção e não gera lixo, como ocorre com os leites artificiais, além de ser mais barato. Porém, poucos sabem que a amamentação tem reflexos futuros na fala, respiração e dentição da criança.

Um exercício muito importante.Quando a criança é amamentada, está não só sendo alimentada, como também fazendo um exercício físico importante para desenvolver sua ossatura e musculatura bucal. Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito pequeno, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito.

Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos.

Mamar no peito não é fácil, daí o bebê ficar bastante transpirado. Esse exercício é o responsável inicial no crescimento harmonioso da face e dentição. Usando mamadeira, esse exercício é quase inexistente, e a preferência do nenê pela mamadeira vem da facilidade com a qual ele ganha o leite, principalmente quando este flui por um furo generoso no bico. Para exercitar-se com maior eficiência, a posição durante a mamada é importante: a criança deverá ficar o mais verticalizada, o que também facilita a deglutição do leite.

Uma atitude na tentativa de evitar apinhamento dental (dentes "acavalados").Maxilares melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento da dentição, diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos firmes ajudarão na fala. Durante a amamentação, aprende-se respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalites, pneumonias, entre outras doenças. Quando a criança respira pela boca, os dentes ressecados ficam mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas, os maxilares tendem a sofrer deformações e os dentes, a ficar "encavalados", aumentando também o processo de cárie.

A amamentação prepara o bebê para a mastigação.A mamadeira costuma tornar-se uma companheira para a criança ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação. Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a essa foi o uso prolongado da mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago.

Evitando hábitos prejudiciais.Atrelada à mamadeira, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos dentes e trazendo também conseqüências danosas à fala e à respiração.

Abandonando a mamadeira.A partir dos quatro meses, quando a mãe lentamente começar a introduzir outros alimentos (desmame), deverá fazê-lo usando apenas copos e colheres, evitando o uso de mamadeira ou "chuquinha".

Caso haja real necessidade do uso de mamadeira,  sempre optar por modelos com bicos ortodônticos, cujo design tenta simular o movimento do sucção feito na amamentação natural.

Prevenindo a cárie.A primeira consulta odontológica de uma criança deveria ser antes do nascimento de seu primeiro dentinho; nesse primeiro encontro, o odontopediatra orientaria a respeito da higienização, dieta e como proceder quando os dentes começarem a irromper e a incomodar o bebê. Entre outras coisas, aconselharia os pais a acostumarem-se a levar seus bebês ao dentista, assim como os levam ao pediatra, no sentido de se poder acompanhar de perto o desenvolvimento destes na tentativa da erradicação da doença cárie.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Mau hálito um problema que afeta mais de um terço da população brasileira.!


A Halitose ou (Mau hálito) afeta mais de um terço da população brasileira e não é considerada uma doença e sim um sinal ou sintoma de que algo no organismo está em desequilíbrio, que deve ser identificado e tratado.

Quem tem alteração no hálito normalmente não percebe devido a um processo chamado fadiga olfatória, onde o nosso olfato se adapta a um determinado odor, se ele for constante, para poder perceber novos odores e é por este motivo que quem tem Halitose crônica se acostuma ao seu hálito, o que o torna incapaz de notar o seu hálito alterado. Entretanto, quem tem o hálito alterado muitas vezes sente a boca seca e/ou amarga.

São conhecidas + de 60 causas para a Halitose. Ela pode ter origem bucal, origem nas vias aéreas superiores ou vir de dentro do organismo, chamada de origem metabólica ou sistêmica.